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domingo, 16 de julho de 2017

Novo Fies: Juro zero não quer dizer Fies sem juros. Muito pelo contrário!

Iniciaremos uma série de postagens sobre as novas regras do Fies anunciadas no último dia 06 de Julho. Durante todo o anúncio e posteriormente,  quando foram entrevistados o  ministro da Educação Mendonça Filho e um técnico  do ministério, houve pouco questionamento a respeito das novas regras e sobre o que efetivamente elas alterariam em referência ao modelo atual.

O primeiro ponto que abordaremos é o chamado Juro Zero.
Você que compra um celular que custa R$ 1000,00 parcelado em 10 parcelas de R$ 100,00.
Isso quer dizer que você pagou o celular em 10 parcelas sem juros.

O novo Fies não será assim. Ele será corrigido pela inflação oficial.
Ainda não foi definido qual será a periodicidade dessa correção. Se mensal, trimestral, semestral ou anual.
Tudo deverá ser definido pelo CG-Fies( Comitê Gestor do Fies)  que será constituído por integrantes dos Ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Educação, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e das universidades privadas.

Segundo o assessor do Ministério do Planejamento Arnaldo Lima Junior, a ideia é ter incentivo de migração do modelo antigo para o novo a partir da possibilidade de até reduzir a taxa de juros desses contratos, para que esses alunos tenham essa modalidade de pagamento vinculada à renda. Is é importante para sanar o Fies".
Pode ser uma boa?
Vejamos abaixo o gráfico comparativo Inflação X juros do Fies.
Note que em relação ao juro de 3,4% ao ano, que corrige os contratos assinados até o 1º semestre de 2015, que representam atualmente mais de 80% de todos os contratos, a inflação é sempre maior, ou seja, o juro atual  é NEGATIVO.
Então somente por esse fator, para todos os contratos assinados até o 1º semestre de 2015, não há nenhuma vantagem nessa migração.

E para os outros contratos, assinados a partir de 2º semestre de 2015 até o 2º semestre de 2017( a regra sobre a correção pela inflação somente será obrigatória a partir dos contratos assinados referente ao 1º semestre de 2018). Será um bom negócio?
Baseado na inflação dos últimos 10 anos, para esses contratos, que tem a taxa de 6, 5% ao ano, pode ser que o estudante pague menos juro. Somente em um ano dos últimos dez a inflação esteve acima dos 6, 5%.
Mas o que aconteceu no passado não é garantia de que isso acontecerá no futuro.
Ficaria à mercê das políticas econômicas dos próximos presidentes , além das crises econômicas brasileiras ou mundiais, que poderão ou não acontecer, até o final do seu contrato.
Além disso, muito provavelmente o estudante terá de se sujeitar a outras condições para poder migrar.

O bom então é aguardar e verificar as regras para essa transição, e como poderá ser feita.

Mas, definitivamente: Juro zero não que dizer Fies sem juros!





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